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Self Storage: espaço extra na medida

Quem nunca se deparou com o dilema de não ter espaço para colocar objetos que não podem ser doados ou jogados fora? Seja para quem mora em casa, apartamento, ou tem um comércio, chega uma hora que, até mesmo naquele depósito, não cabe mais nada. Sem falar para aqueles que moram em locais bem pequenos e são obrigados a contar com a ajuda de alguém, que disponibilize um espacinho, para acomodar aquela “tralha”.

Criado na década de 60 nos EUA, o serviço de Self Storage no Brasil (como são chamados os locais para auto armazenamento de pertences) está começando a se popularizar. Uma alternativa descomplicada e sem burocracia que atende as mais diversas necessidades. Afinal, não importa o quanto a pessoa seja organizada, sempre tem alguma coisa, em algum momento, que não está sendo utilizada e precisa ser guardada, seja aquela decoração de Natal, que é desempacotada uma vez por ano, materiais de esporte ou hobby, malas, mobiliário, entre outas coisas.O local, para muitos, é a salvação em um momento de reforma, mudança, ou até mesmo como uma extensão do lar. Já para os empresários pode significar uma redução nos custos para guardar o estoque. O interessado aluga um box, com a metragem que precisa, tem acesso privativo e livre no horário comercial. Mas os atrativos não param por aí, o aluguel é feito sem burocracia, basta levar um comprovante de residência e um documento pessoal, apenas pelo período que a pessoa precisa. Não é necessário fiador ou caução. Não há prazo mínimo de locação, sem taxas de IPTU, condomínio, água e luz. Tudo com vigilância 24h, protegido por senhas e alarmes.

A demanda por esse tipo de aluguel está aumentando em todo o mundo. Nos EUA já são mais de 60 mil locais dedicados a isso. No Brasil, atualmente, são cerca de 200, sendo que 60% fica em São Paulo, depois vem o Rio de Janeiro e Minas Gerais. “E tem muito espaço ainda. Em Brasília, para se ter uma ideia, são apenas seis”, explica Diogo Silveira, empresário dono da Selfstok, localizada no SCIA.

O mercado está em expansão. Atualmente, acumula um crescimento de cerca de 5% ao ano, segundo dados da Associação Brasileira de Self Storage – Asbrass. Ao que tudo indica, espaço é o que não vai faltar tão cedo!

Inibidor do vírus Zika deve levar 10 anos para ser produzido em larga escala

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco descobriram substância que pode bloquear o vírus Zika. Mas ainda serão necessários anos de estudo antes que a 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) vire um medicamento a ser produzido em larga escala.

Segundo a descoberta, a substância “imita” uma parte do vírus, que é inserida no genoma do zika para a reprodução. O sucesso obtido pelos pesquisadores foi de mais de 99%.

O estudo foi publicado na última sexta-feira (11) na revista International Jornal of Antimicrobial Agents, mas a Fiocruz divulgou somente nessa terça-feira (15) a descoberta.A substância, sintética, é do grupo das Tiopurinas, origem de medicamentos contra o câncer. Esse tipo específico, no entanto, nunca foi utilizado. Os pesquisadores da Fiocruz trabalhavam com a 6MMPr em um outro estudo, para combater um vírus de cachorro, a Cinomose canina. “Nós identificamos que ela tem atividade contra a Cinomose. E por ser um vírus de RNA, assim como o Zika vírus, nós formulamos a hipótese que também funcionaria contra o zika”, conta o coordenador da pesquisa, Lindomar Pena.

Para levar o estudo à frente, a equipe utilizou material e recursos humanos de outras pesquisas financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), já que, segundo Pena, no período de um ano não surgiu nenhum edital para financiamento de investigações de substâncias contra o zika.

Os testes foram feitos em células epiteliais e neurais de macacos e de humanos. A cada mil vírus, 996 deles foram eliminados com a 6MMPr, o que dá mais de 99%. “É algo impressionante. Em laboratório, a gente faz de tudo para tentar ‘provar’ que a substância não funciona, os testes são muito rigorosos”, diz.

Foi descoberto também que quanto mais alta a dose, maior é a eficácia, e quanto mais cedo a substância começa a atuar, maior é o sucesso.

Para combater o zika, ela imita parte da estrutura do vírus para “enganá-lo”. Segundo o coordenador da pesquisa, quando o vírus está replicando seu genoma, ele precisa de pequenos blocos estruturais. Ele deu o exemplo de uma parede formada por tijolos. Seria como se a 6MMPr imitasse um dos tijolos, para que quando o zika “construísse” a parede, parasse de se replicar.

Além disso, a substância se mostrou segura para uso em células neurais. “Vai ter poucos efeitos colaterais no sistema nervoso, porque se ela fosse mais tóxica seria um alerta negativo. Ela mostra justamente o contrário, tem poucos efeitos tóxicos, comparados com células epiteliais. Em células epiteliais é menos grave”, afirmou Pena.

Caminho longo

Apesar da conquista, ainda há muitas etapas – e anos – até que a substância possa ser produzida em larga em escala como um medicamento. De acordo com Lindomar Pena, o tempo médio até que isso ocorra é de 10 anos. “Mas, por causa da importância e da gravidade do zika, pode ser que esse período possa ser reduzido pela metade”, estima.

O próximo passo é o teste em camundongos. São necessárias ainda outras duas espécies de animais até chegar ao teste em humanos. Para saber se é possível utilizar um possível medicamento em grávidas para que o bebê fique protegido, ainda será necessário fazer o teste em fêmeas prenhas. “Se for prejudicial, podemos melhorar a substância, fazendo modificações químicas. Já temos parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco para isso”.

Fonte: EBC

Estudo mostra que 4 milhões de brasileiros voltaram à pobreza

Pouco mais de 4,1 milhões de brasileiros entraram na faixa de pobreza no país em 2015, sendo que 1,4 milhão deles voltaram para a extrema pobreza no mesmo ano, informou o relatório “Radar IDHM 2015” nesta segunda-feira (14).

O relatório foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Fundação João Pinheiro divulgado. Segundo o estudo, a faixa de pobreza concentra “pessoas com renda domiciliar per capita inferior a um quarto de salário mínimo, de agosto de 2010”. Já na extrema pobreza estão as pessoas com “renda domiciliar per capita inferior a R$ 70 em agosto de 2010”.

“Os dados trazidos pelas PNADs mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira (passando de R$ 803,36 em 2014 para R$ 746,84 em 2015) e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza sendo que, deste total, 1,4 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza. Esses dados alertam para a necessidade das políticas públicas voltadas ao crescimento do emprego e da renda, sem deixar de lado o combate à desigualdade”, informa ainda o documento.

O texto ainda ressalta que o “Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Brasil parou de crescer em 2015, mas ainda permanece na faixa de alto desenvolvimento humano, com 0,761”. Entre os motivos apontados pelos índices piores é o fato da crise econômica ter atingido fortemente a população naquele ano.

“O estudo analisa três dimensões – Longevidade, Educação e Renda – e constata que ´a taxa média de crescimento anual do IDHM entre 2011 e 2015 foi de 0,8%, inferior à observada entre 2000 e 2010, que foi de 1,7%´”. O Radar IDHM usa informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Fonte: Época Negócios

Nova temporada de Clarice Lispector em Movimentos

Após lotar as salas da Caixa Cultural e do Teatro Sesc Garagem entre março e abril deste ano, o grupo Azzo Dança retorna para curta temporada do espetáculo de dança Clarice Lispector em Movimentos, desta vez no Complexo Cultural Funarte. Os brasilienses que não conseguiram assistir à montagem e os que já viram e querem rever podem comprar desde já os ingressos antecipados para as apresentações dos dias 22, 23 e 24 de setembro na loja Bilheteria Digital do Conjunto Nacional ou no site Bilheteria Digital.

O universo feminino, a traição e outros temas psicológicos da autora Clarice Lispector (1920-1977) ganharam vida e novas cores nos tablados com a adaptação de Jana Marques, diretora carioca radicada em Brasília. Com movimentos fortes e cenários impactantes, ela resignificou, através da dança, uma seleção de obras da escritora. Uma mulher que, em pleno século 20, revolucionou a literatura e as artes, em geral, ao falar de temas delicados para época, mas essenciais e mais atuais do que nunca.

À frente dos 16 bailarinos de sua companhia, Jana mostra um bailado particular de Lispector. Ela resgata, pela dança, textos fortes ainda pouco conhecidos daquela que virou uma das maiores referências da literatura brasileira. “Eu quis sair do comum. Quando comecei a pesquisar a escritora, vi que existem muitos contos seus ainda pouco conhecidos. Foram estes contos que quis trazer para a dança, para os palcos”, relata a coreógrafa e diretora Jana Marques.

Letras ganham movimentos

Em dois atos, o público poderá imergir e viajar nas crônicas recitadas, no cenário, nos bailados, na poesia e nos trechos da emblemática entrevista que Clarice Lispector concedeu em 1977 e que só foi divulgada após sua morte, 10 meses depois da gravação.

A diretora optou por trazer no primeiro atoo feminino, as relações familiares nas décadas de 40 e 50 e a submissão da mulher perante a sociedade. Os temas serão encenados e mostrados em ações que valem-se, por exemplo, de objetos como uma mesa, pratos giratórios em analogia ao tempo e outros acessórios que enaltecem os costumes da época. Na pele de Lispector, a atriz e bailarina Juana Miranda vai, além de dançar, recitar Clarice.

Já no segundo ato, o foco serão três contos ainda pouco conhecidos da escritora. Um deles é Onde Estivestes de Noite, do livro homônimo, que fala do ser andrógino, do ritual da noite e dos prazeres da carne. Neste momento, uma dança andrógina tomará conta do palco. Já na sequência, a obra A Via Crucis do Corpo vai tomar forma através de interpretações de contos que englobam O Homem que Apareceu, Ele Me Bebeu e O Corpo. De uma maneira densa, crítica e crua, o corpo em ação falará do bígamo e de sua aceitação seguida de punição pelas próprias mulheres. Ainda, o espelho, considerado por Lispector um reflexo da beleza natura das mulheres, terá um papel importante nos tablados. “Clarice gostava muito de trabalhar o espelho, neste sentido de se perceber, se ver, da aceitação como somos. Já no Ele Me Bebeu falamos da trapaça, do ato de passar a perna”, explica Jana Marques.

Clarice Lispector em Movimentos
Dias: 22 e 23 de setembro (sexta e sábado), às 20h, e 24 (domingo), às 19h.
Local: Teatro Plínio Marcos do Complexo Cultural Funarte (Eixo Monumental – Setor de Divulgação Cultural, Lt 2 – (Entre a Torre de TV e o Clube do Choro)
Ingressos: R$ 20 (meia-entrada) – venda antecipada no site Bilheteria Digital ou na loja física no Conjunto Nacional.
Informações: (61) 98428-9999.
Não recomendado para menores de 14 anos.

Festival de cinema e gastronomia em Pirenópolis

Quem se interessa por produção cinematográfica, gastronomia, sustentabilidade e cultura local já sabe: setembro é tempo de SLOW FILME, o festival único em seu perfil no Brasil, que tem a proposta de aliar a exibição de filmes inéditos (em grande parte exibidos em festivais de prestígio como San Sebastián e Berlinale) à reflexão de temas contemporâneos urgentes. Em 2017 não será diferente.

De 14 a 17 de setembro de 2017, a produtora Objeto Sim realiza o 8º SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA, ALIMENTAÇÃO E CULTURA LOCAL, no Cine Pireneus, em Pirenópolis/GO. Serão quatro dias de exibição de filmes, palestras, oficinas e degustações com especialistas, realizadores e chefs. Pela tela do festival vão passar títulos que revelam como a intolerância separa e como a comida é capaz de unir os povos. Curadoria do cineasta e crítico Sérgio Moriconi.

O 8º SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA, ALIMENTAÇÃO E CULTURA LOCAL exibirá cerca de 20 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, de ficção, animação e documentários. Em 2017, o festival vai se concentrar no tema das diásporas contemporâneas. Desde o primeiro título a ser projetado – Walachai – até os episódios da série The Perennial Plates e o longa-metragem de produção espanhola The Turkish Way, o festival quer reforçar a importância do respeito à diversidade, afirmar a relevância da cultura para a formação da identidade dos povos, ressaltar o conhecimento como ferramenta essencial para uma compreensão maior da complexidade do mundo.

SLOW FILME é uma realização da Objeto Sim Projetos Culturais, produtora cultural sediada em Brasília, com 17 anos de experiência na produção e assessoria de imprensa de eventos culturais. O festival conta com apoio da Prefeitura e da Secretaria de Cultura de Pirenópolis.

Em 2017, SLOW FILME quer apostar na informação, como motor para o reconhecimento, na educação como fonte de mudança, na reverência ao conceito de identidade. Através da gastronomia, os filmes reconstroem trajetórias de vida de indivíduos e de nações.

A opção por falar de identidade está presente na produção brasileira Walachai, da diretora Rejane Zilles. O documentário registra a vida de um povoado rural do sul do Brasil, onde os moradores se comunicam em dialeto alemão, mas se identificam como brasileiros. Após a exibição, a diretora conversará com a plateia. O público ainda será convidado a experimentar a cerveja Santa Dica, fabricada artesanalmente na cidade de Pirenópolis.

A programação segue com títulos como o argentino Tudo sobre o assado, de Gastón Duprat e Mariano Cohn que, com ironia e longe do politicamente correto, promove uma viagem à Argentina profunda para apresentar o churrasco como comida que identifica o país, desde seus aspectos rituais e rurais até o refinamento da cozinha contemporânea. Exibirá também a bem humorada produção italiana Quando a Itália comia em branco e preto e o inédito documentário francês A horta do meu avô.

A grade inclui ainda o australiano Faça homus, não faça a guerra, de Trevor Graham, que mostra como o amor a uma comida – o homus – une povos que vivem em guerra constante no Oriente Médio. Após a exibição, haverá uma conversa com Maria Conceição Oliveira, representante do projeto Comida de (I)migrante, de São Paulo, para revelar o trabalho junto a populações de migrantes, imigrantes e refugiados. “Vou falar da Diáspora nas panelas”, revela Maria Conceição, acrescentando “da experiência de ouvir relatos de vida, guerra e renascimento de nossas cozinheiras refugiadas e imigrantes, falar da aventura humana e suas trajetórias, e da memória que atravessa continentes e se soma à nossa”.

O encontro depois da sessão também terá uma degustação de homus especialmente preparado por Yasmin e Ammar Abou Nabout, refugiados sírios que estão vivendo em Brasília e de petiscos típicos da Costa do Marfim, produzidos durante oficina que a cozinheira Fatoumata Aboua vai ministrar na UEG – Universidade Estadual de Goiás. Tanto o casal Yasmin e Ammar quanto Fatou sobrevivem no País graças à culinária. Eles também conversarão com a plateia, revelando um pouco de suas experiências.

De Trevor Graham, a programação apresenta ainda Senhor Maionese, sobre as façanhas de Georges Mora na Resistência Francesa ao Nazismo, durante a Segunda Guerra Mundial, quando, com a ajuda do lendário mímico Marcel Marceau, salvou milhares de vidas de judeus enchendo de documentos secretos da Resistência baguetes com maionese garlicky, que os guardas nazistas se recusavam a tocar.

O espanhol Sagardoa Bidegile – Histórias de Sidra, 2015, apresenta o trabalho da diretora Bego Zubia Gallastegi sobre o costume basco de, durante quatro meses por ano, consumir tortilha, bacalhau e queijo, acompanhados da tradicional sidra, aos gritos de “txotx!’. Ao final da exibição, a plateia será convidada a experimentar rótulos de sidra basca especialmente trazidas para o evento. Ainda em parceria com a Embaixada da Espanha e Instituto Cervantes, Slow Filme exibirá o bem humorado curta-metragem Dois tomates, dois destinos.

A programação reserva também filmes como Pelos Caminhos da Turquia/The Turkish Way, do espanhol Luis Gonzalez, que, como num livro de viagem, conta as experiências dos três irmãos Roca – do célebre restaurante El Celler de Can Roca, considerado o melhor restaurante do mundo – em sua viagem pela Turquia. O filme mostra o processo de aprendizagem sobre uma das cozinhas mais desconhecidas, poderosas e antigas do mundo. Após a projeção do filme, serão servidas iguarias turcas generosamente cedidas pela Embaixada da Turquia.

O festival também dará continuidade à parceria com o projeto norte-americano O Prato Perene/The Perennial Plate, lançado no Brasil pelo SLOW FILME, exibindo cinco episódios da série. O Prato Perene é um projeto dedicado à alimentação socialmente responsável e sustentável. O chef e ativista Daniel Klein e a cineasta Mirra Fine viajam pelo mundo explorando maravilhas, complexidades e histórias humanas.

Dentre as atividades paralelas ao cinema, o festival destaca o almoço especial que será preparado pela cozinheira Fatou Aboua, da Costa do Marfim, no restaurante Montserrat, de propriedade do chef Juan Pratginestós, em Pirenópolis, no domingo, 17 de setembro.

O 8º SLOW FILME está sendo realizado graças à parceria com sete embaixadas, que se dispuseram a pagar custos com direitos de exibição e legendagem, assim como auxiliar na promoção de degustações. Representações diplomáticas de Espanha, França, Turquia, Argentina, Itália e Austrália, no Brasil, possibilitaram uma programação de oferece filmes em sua maioria inéditos no País.

SLOW FILME
Data: 14 a 17 de setembro
Local: Cine Pireneus – Rua Direita, Pirenópolis, Goiás
Entrada franca

Batom Battle mostra a força do breaking feminino

Elas dançam o breaking, reverberam força e transformam as ruas e os palcos do Distrito Federal em pura arte. Desde 2003, um grupo formado apenas por mulheres de Brasília clama pelo empoderamento feminino, pela democratização da cultura, sem discriminação de raça, orientação sexual, gênero e classe social. As responsáveis são as brasilienses do Brasil Style BGirls (BSBGIRLS), com extensão em São Paulo. Batalhadoras diárias, cada qual com sua história marcante de vida, estas mulheres formaram a primeira companhia feminina de breakdance do DF e viram nesta arte uma forma de ganhar a vida e de chegar ao público para mostrar que o Hip Hop é sim para todas e todos.

O resultado da união cresceu e elas criaram o Festival Nacional de Danças Urbanas – BatomBattle, o maior evento de Hip Hop feminino da América Latina. Neste ano, em sua 5ª edição, o Batom (nome em alusão à maquiagem feminina) vai ocupar a capital federal de 14 (segunda-feira) a 20 (domingo) de agosto com festa, DJs, dia de descanso e interação (o chamado Day Off, com direito a piscina e ampla área verde no Recanto dos Buritis), residência artística para imersão de dançarinas, batalhas de Vogue, de Hip Hop Feminino, House Dance Feminino, competições nas modalidades Bonnie & Clyde Breaking e Bonnie & Clyde All Style. Bonnie & Clyde se refere à competição entre casais.

Já o All Style é um estilo onde as duplas devem improvisar de acordo com a música escolhida, na hora, pela DJ) e, o carro-chefe, a batalha Bgirling, onde são elas que comandam, dançam e competem, uma contra a outra. O palco central do festival desta vez será a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – Conic (Setor de Diversões Sul) e sua área externa, que receberá as atrações principais, competições, palestras e oficinas, de 18 a 19 de agosto em uma imersão que começa pela manhã e só termina pela noite. A entrada é franca.


O evento é idealizado pela dançarina de breaking e produtora cultural brasiliense Fabiana Balduína, de 34 anos. “Nós conseguimos dar força para estas mulheres (incluindo eu), que lutam pela equidade na arte. O Batom deste ano chega cheio de novidades. Sem discriminação. Afinal, incluímos também a turma LGBT que fará participação essencial na modalidade vogue. A arte vai além, salva e empodera muitas pessoas”, destaca.

A 5ª edição do Festival Nacional de Danças Urbanas – BatomBattle é uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal com o patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura.

Para o públicoPassada a residência, a partir da sexta-feira (18/08), o público vai poder conferir as feras da dança no Teatro Dulcina de Moraes e na área externa do Conic (SDS) e, ainda, participar de graça de talkshows, workshops Matrizes Africanas, Danças Urbanas e Empoderamento e Vogue com Eduardo Kon Zion. Também com entrada franca, as apresentações da Mostra de Dança Não Competitiva ocuparão o local, das 9h às 21h.

Destaque também deste ano para a presença das juradas internacionais. A Bgirl Grillo (Colômbia) e a Bgirl Laclla (Bogotá) vão ajudar as juradas nacionais a avaliar as mais de 60 competidoras inscritas nas seis categorias das batalhas: Bgirling, Vogue, Hip Hop Feminino, House Dance Feminino, Bonnie & Clyde Breaking e Bonnie & Clyde All Style. Nesta última, a DJ escolhe na hora a música e as dançarinas precisam improvisar na hora usando muita criatividade, ritmo e musicalidade.

A premiação será de R$ 1 mil para os vencedores nas categorias Bonnie& Clyde e All Style. As vencedoras de House Dance Feminino e Hip Hop Feminino levarão R$ 500, assim como o vencedor (a) do Vogue. Já na grande “pupila dos olhos” do evento, a batalha das Bgirling, dará o maior prêmio em dinheiro: R$ 2 mil para a vencedora e R$ 500 para as três semifinalistas. Quem quiser se inscrever para competir ainda dá tempo. Confira o site https://www.sympla.com.br/batom-battle-2017__152333 para saber os valores ou a página do evento no Facebook: Batom Battle 2017.

Festa, mas também descanso

Na 5ª edição do Batom Battle, além de assistir aos ídolos, as pessoas poderão cair nas pistas de dança e mostrar seus talentos. No sábado (19), a festa Kabulosa – Batom Party vai ocupar a praça central do Setor de Diversões Sul (Conic), a partir das 23h, com muito Hip Hop, house music e ragga. A entrada custa R$ 20. Nas picapes, DJ Sapo (DF), DJ Tami (RJ) e DJ Def (RJ) prometem agitar a festança Kabuloza, que vai ainda contar com batalha final de Voguing e a presença das competidoras.

Depois do agito, vem o descanso. Pela primeira vez, o Festival Nacional de Danças Urbanas vai promover no domingo (20/08), das 14h às 19h, o Day Off – Batom no Recanto dos Buritis, uma chácara na QI 25 do Lago Sul. No local, além da queda d’água, piscina, redário, parque infantil, campo de futebol, haverá DJs tocando muito funk anos 70 e rap underground em parceria com a Hasta La Cyphers, a festa oficial do renomado evento Battle In The Cypher, de Bento Gonçalves (RS), buffet de crepes, a presença dos participantes, workshop de saltos mortais com Puma Jumpers, workshop de Hip Hop com Tauane Lyz e muita interação. E mesmo quem não participou do festival poderá comparecer. Para facilitar o acesso, ônibus fretados estarão saindo do Conic (SDS) às 14h e voltarão às 19h. O valor, com transporte incluso, é de R$ 50. Vendas no Sympla.

5ª edição do Festival Nacional de Danças Urbanas – Batom Battle
Data: 18 a 19 de agosto.
Local: Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – Conic (Setor de Diversões Sul).
Entrada franca.
Informações: (61) 98562-3336.
Classificação livre.

Festa Kabulosa
Data: 19 de agosto
Hora: 23h
Local: Praça central do Setor de Diversões Sul.
Entrada: R$ 20.
Não recomendado para menores de 18 anos.

Day Off
Data: 20 de agosto.
Hora: das 14 às 19h
Local: Recanto dos Buritis Chácara na QI 25 do Lago Sul.
Entrada: R$ 50.
Classificação livre.

Informações e programação completa:
https://www.facebook.com/batombattle
https://www.instagram.com/batombattle 

*Fotos: Osny moreira

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